Câmara enfraquece mais a reforma; Segundo turno é adiado para agosto. Jornais de sábado (13)

Os deputados encerraram nesta sexta-feira (12) a análise dos destaques da reforma da Previdência e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia DEM-RJ, decidiu adiar a votação em segundo turno para depois do recesso legislativo. O Globo afirma que, de acordo com o governo, a economia prevista de R$ 1,2 trilhão em 10 anos do texto inicial caiu para aproximadamente R$ 900 bilhões após as alterações aprovadas pela deputados.

A decisão de Maia de adiar a votação para o dia 6 de agosto aconteceu por causa da redução no quórum para a votação. “Meu timing era (votar) amanhã, mas não era o tempo de todos. Não posso correr o risco de derrapar. Você não pode errar a velocidade, como em um autódromo. Se quebra o carro, se perde tudo o que se ganhou até agora”, comparou Maia.

O Globo enfatiza ainda que, na sessão de ontem, os deputados aprovaram apenas um destaque que beneficia professores ao estabelecer a idade mínima de 55 anos para homens e 52 homens para mulheres que já estejam trabalhando. “Reforma vai a 2º turno com economia de R$ 900 bi”, destaca a manchete do Globo.

A Folha de S.Paulo também comenta o encerramento da análise dos destaques pelos deputados e informa que o segundo dia de votações desidratou ainda mais o texto original da reforma. O matutino diz que os dois dias de análises reduziram em cerca de R$ 70 bilhões a economia prevista no período de 10 anos.

Além de contemplar mulheres e policiais, a Folha também lembra que o texto suaviza as regras para professores e define essa idade mínima menor do que a inicialmente prevista para profissionais que já estejam em atividade. No caso dos homens, a idade que seria de 58 anos caiu para 55 e, para as mulheres, a idade caiu de 55 para 52 anos. “Câmara conclui voto da Previdência e amplia desidratação”, sublinha o título principal da Folha.

O Estado de S.Paulo destaca que a redução na economia com a reforma da Previdência deve ser compensada pela Medida Provisória 871, conhecida como MP do pente-fino, que pode gerar uma economia de R$ 22 bilhões por ano, totalizando R$ 220 bilhões em dez anos. A MP fará um revisão nos benefícios para combater fraudes. A prioridade será dada aos benefícios mais antigos e a aqueles com pendências ou pedidos de revisão com mais tempo.

Caso o pente fino do INSS encontre alguma irregularidade, o beneficiário será chamado para apresentar sua defesa com documentação. O prazo para resposta é de 30 dias. No caso de trabalhadores rurais, agricultores familiares e segurados especiais, esse prazo será de 60 dias. “Perda na Previdência deve ser compensada com MP do ‘pente-fino'”, aponta a manchete do Estadão.