Câmara faz debate no plenário sobre rompimento da barragem de Brumadinho

A Câmara dos Deputados realizou nesta quarta-feira (13) uma comissão geral para discutir as responsabilidades do rompimento da barragem em Brumadinho (MG).

A comissão geral é uma audiência pública realizada no plenário principal da Câmara para ouvir convidados sobre um determinado tema.

Cada partido político tinha direito a indicar até dois convidados. No total, foram chamados 19 convidados por 12 partidos, mas nenhum convite foi feito para representantes da mineradora Vale, a quem pertencia a barragem.

A tragédia, até o momento, tem 165 mortes confirmadas. 155 pessoas ainda estão desaparecidas.

Entre os convidados para a comissão geral na Câmara estavam moradores da região, vereadores de municípios vizinhos e autoridades do governo de Minas Gerais, como o secretário-geral, Igor Eto, e o secretário do Meio Ambiente, Germano Vieira. Também foi chamado o secretário de Obras e Serviços Públicos de Brumadinho, Alcimar Barcelos.

A ideia para realizar a comissão geral partiu da bancada mineira na Câmara, mas o líder do PT, deputado Paulo Pimenta (RS), foi quem apresentou o requerimento.

A deputada Margarida Salomão (PT-MG), que representou Pimenta na tribuna, disse que ficou surpresa pelo fato de ninguém da Vale ter sido chamado.

“Sem dúvida, eu acho que a Vale era uma presença quase que indispensável para responder a essas considerações que estão sendo feitas”, disse a parlamentar.

O PT indicou uma moradora de Brumadinho e o coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens, Thiago Alves da Silva. Segundo Salomão, o objetivo era “dar voz aos prejudicados”, explicou, mas ponderou que “alguém devia ter pensado para garantir a presença da Vale”.

Coordenador da bancada mineira, o deputado Diego Andrade (PSD) justificou a ausência de representantes da mineradora afirmando que o objetivo da comissão geral era dar voz às vítimas.