Centro de Educação Científica do IEMA em Caxias recebe visita de representante da ONU Brasil

O modelo de educação do Centro de Educação Científica (CEC) do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) tem transformado o aprendizado de centenas de crianças e adolescentes do município de Caxias. As conquistas são inúmeras, a mais recente foi a premiação de alunos do CEC na categoria Artes Visuais no concurso realizado pela Organização das Nações Unidas Brasil (ONU Brasil) em celebração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Com desenhos abordando, principalmente, o respeito às diversidades, os alunos Mágila Araújo e Frankilson Ribeiro, ambos com 14 anos de idade, obtiveram menção honrosa no concurso, e a estudante Aline Maynã, de 12 anos, venceu na categoria Artes Visuais. As premiações concentradas em um único lugar chamaram a atenção da equipe da ONU Brasil, que resolveu visitar o CEC Caxias para entender o que centro tem de especial.

Recentemente, a assistente de Direitos Humanos Maria Eduarda Dantas, representando a ONU Brasil visitou o centro que estava realizando o evento mais importante para os estudantes, a Mostra Científica, que é o momento em que os alunos apresentam para familiares e público em geral tudo o que estudaram ao longo do ano.

Além de ter conhecido os alunos premiados do Centro de Educação Científica, Maria Eduarda teve a oportunidade de ver os projetos que os demais alunos desenvolveram nas oficinas de ciência e robótica, ciência e meio ambiente, ciência e tecnologia e ciência e história.

“A gente perguntou para o Brasil inteiro ‘que mundo nós queremos para os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos’ e três dos melhores trabalhos saíram justamente daqui de Caxias do Maranhão e estamos muito felizes de conhecer o que é feito aqui no CEC”, contou.

“A presença da Duda aqui causou um reboliço em todos os aprendentes. Ela foi muito simpática, conversou e conheceu o trabalho de todo mundo e isso deixou os alunos muito felizes e lisonjeados”, disse a professora da oficina de ciência e história Débora de Cássia, para quem a visita de Duda – como carinhosamente a assistente de Direitos Humanos Maria Eduarda pediu para ser chamada – foi “algo surpreendente para nós, histórico, verdadeiramente”.

“O CEC IEMA ser protagonista para a vinda da ONU até Caxias é muito bom e muito gratificante”, declarou ainda a professora, que ressaltou a felicidade em saber que o reconhecimento se deve ao empenho dos estudantes e ao trabalho que é feito com eles.

“Eu fiquei muito entusiasmada porque quando me falaram que uma representante da ONU viria eu não pensei que ela se identificaria com os nossos trabalhos, mas ela ficou muito interessada e gostou muito dos nossos projetos”, declarou muito empolgada a aluna Gessica Brenda, de 14 anos de idade, não poupando elogios à representante da ONU que assistiu, encantada, a cada uma das exposições realizadas pelos alunos na mostra científica.

O concurso de artes visuais e redações da ONU Brasil recebeu cerca de 400 inscrições de estudantes dos ensinos médio e fundamental de todo o país. O tema da competição visa celebrar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrado dia 10 de dezembro.

 

Alunos do CEC do IEMA de Caxias. (Foto: Divulgação)
De acordo com o reitor do IEMA, Jhonatan Almada, o concurso realizado pela ONU Brasil é importante para a formação dos jovens. “A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um grande marco civilizacional para a humanidade e é extremamente necessário comemorá-la, relê-la, discuti-la e conhecê-la para que nossos estudantes tenham mais um instrumento para o seu desenvolvimento enquanto pessoa.”

Após assistir às exposições de todas as oficinas, representando a Organização das Nações Unidas Brasil, Maria Eduarda Dantas certificou os alunos estudantes premiados no concurso e, em seguida, realizou um bate papo com os alunos do Centro sobre o que são os direitos humanos e sua importância para a sociedade.

“O meu pai colocou em um quadro o meu certificado e eu achei bem legal isso”, revelou a aluna Aline Mainã sobre a certificação que recebeu da ONU Brasil. “Eu fiquei muito feliz de ter ganhado nesse concurso da ONU e isso vai ficar pra sempre na minha memória”.