Frente Evangélica defende menos ministérios, autonomia do BC e reforma na Previdência

Deputados da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) apresentaram, nesta quarta-feira (24), um conjunto de propostas que deverá ser a base da atuação do grupo no próximo mandato.

O grupo defendeu, entre outros pontos, a redução no número de ministérios e a extinção de mais de 10 mil cargos comissionados, a autonomia do Banco Central, simplificação tributária, mudanças na educação fundamental e no ensino superior, além de uma reforma da Previdência que estabeleças as mesmas regras para os setores públicos e privados.

A proposta conta com 4 eixos e 16 diretrizes. Entre as medidas defendidas pela frente, estão uma “nova abertura de portos para as nações amigas”, a redução para 15 ministérios, a extinção de 10.538 nos cargos comissionados, a conclusão de obras públicas inacabadas.

O presidente da FPE, Hidekazu Takayama (PSC-PR) afirmou que o documento, chamado de “O Brasil para os brasileiros”, foi entregue ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

A Frente Parlamentar Evangélica tem 210 signatários – segundo o grupo, 82 deles atuam diretamente nas nas pautas mais defendidas pela frente. A FPE espera ampliar a adesão no ano que vem em 20%.

Segundo os integrantes da frente, em pautas pró-vida (contra o aborto e contra a liberação de drogas), eles recebem o apoio de outros parlamentares, o que amplia o grupo para 180 deputados.

O documento defende medidas para o fortalecimento na segurança jurídica. Entre elas, uma mudança na Constituição para estabelecer que a segurança jurídica e o respeito aos contratos são direitos fundamentais.

“Queremos um país moderno. O Brasil é fantástico, maravilhoso. O que está precisando agora não é nem de adubo. O Brasil está precisando de um inseticida para acabar com as pragas que roubam, que tiram o lucro do Estado, do povo”, afirmou Takayama.

Na educação, os integrantes da FPE consideram necessário “libertar a educação pública do autoritarismo da ideologia de gênero” e “devolver às famílias o direito da educação sexual das suas crianças e adolescentes”.

“Eu acho que o Estado não tem que se meter em assuntos que pertencem à família. O povo diz que o governo é laico. Pode ser laico e deve ser laico. Mas tem que saber que o Brasil tem um perfil cristão – 86,8% dos brasileiros são cristãos. Nós não queremos uma ditadura dessa maioria, mas jamais vamos aceitar uma ditadura de uma minoria, que quer azucrinar, que chegam até em igrejas valores que nós construímos ao longo dos anos sendo deteriorados, criticados, zombados. Nós não vamos aceitar isso”, disse o presidente da FPE.