PEC será aprovada, mas tamanho da economia dependerá do empenho do governo, avalia Maia

Indicados o presidente e o relator da comissão especial que vai analisar a proposta de reforma da Previdência Social, a avaliação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é de que o texto será aprovado ainda neste ano.

Maia alerta, porém, que o tamanho da economia dependerá do empenho do governo do presidente Jair Bolsonaro nas negociações. O ministro da Economia, Paulo Guedes, insiste numa economia de pelo menos R$ 1 trilhão.

O presidente da Câmara reconhece que, nesta reta final das votações da Comissão de Constituição e Justiça, o governo deixou o papel de quase omissão e passou a se envolver mais diretamente para garantir a aprovação.

Rodrigo Maia destaca como ponto positivo, por exemplo, o pronunciamento feito na quarta-feira (24) pelo presidente Jair Bolsonaro agradecendo deputados a ele próprio depois que a CCJ aprovou o parecer da admissibilidade.

O deputado destaca que o governo precisa ainda esclarecer como será sua relação com sua base aliada e começar um trabalho para montar, nos próximos meses, antes da votação no plenário da Câmara, uma base aliada pelo menos para votar a reforma da Previdência Social. Maia diz que a medida será aprovada porque, caso contrário, o país entra em colapso.

Dentro do Congresso, a avaliação mais otimista aponta para uma economia com a reforma da Previdência na casa de pelo menos R$ 800 bilhões. Nos cenários mais pessimistas, esta conta ficaria na casa dos R$ 500 bilhões a R$ 600 bilhões.

Se o governo entrar de corpo e alma nas negociações, líderes acreditam que esta economia pode ficar acima dos R$ 800 bilhões.

Mas se continuar criminalizando a política, como vinha fazendo, aí a reforma da Previdência acabará sendo desidratada e a economia será bem aquém daquela desejada pelo ministro Paulo Guedes.

Com isso, o governo não terá a “potência fiscal” para lançar o regime de capitalização, já que ele tem um custo de transição estimado na casa de R$ 370 bilhões.