Unidade de Oncologia do Hospital Regional de Caxias oferece assistência a 40 municípios

O acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento imediato faz grande diferença para quem está lutando contra um câncer. Poder passar por todas essas etapas próximo à família e com assistência especializada e humanizada também. Por isso, a Unidade de Oncologia do Hospital Regional Dr. Everaldo Ferreira Aragão, em Caxias, tem feito tanta diferença para pacientes de pelo menos 40 municípios.

“No Regional de Caxias, consegui meu tratamento. Me sinto mais feliz, porque fiz os ciclos que quimioterapia e agora estou em acompanhamento. Fui muito bem recebida, diziam que eu era forte e feliz, me davam conselhos. Assim nem vi o tempo passar. Os psicólogos colocavam música para mim, conversavam, a semana passava e eu nem via, até chegar sexta para eu ir para casa. Se tornaram minha segunda família”, relata a jovem Maria Lenilda Silva Brito, de 20 anos.

A jovem é de Coelho Neto e iniciou sua luta contra a doença em 2014, quando foram identificados cistos no ovário. Na época, foram prescritas medicações, até que foi submetida à cirurgia em 2017. Porém, em 2018, tumores de células germinativas se desenvolveram. Foi quando ela foi encaminhada para Caxias. “Fiz novos exames e tenho fé em Deus que não vai dar nada. Sou muito agradecida. Já vivo minha vida normal”, diz.

Inaugurada em março de 2018, a Unidade de Oncologia do Hospital Regional Dr. Everaldo Ferreira Aragão, em Caxias, realizou 503.443 atendimentos desde então, dos quais 467 internações e 502.976 procedimentos e consultas. Os dados são até setembro de 2019.

“A descentralização do tratamento de câncer no Maranhão amplia a assistência, democratiza o acesso à saúde, desafoga o hospital especializado em São Luís e garantimos conforto ao paciente. É uma nova realidade que estamos construindo para os maranhenses”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

O atendimento oncológico fazia parte do perfil do hospital mesmo antes da entrega da nova unidade, com a realização de procedimentos cirúrgicos de alta complexidade. A Unidade de Oncologia incorporou à unidade os tratamentos com quimioterapia e radioterapia, além de 10 leitos para oncologia clínica, 12 para cirúrgica e quatro leitos para cuidados paliativos.

“Como não tinha esses tratamentos, os pacientes eram encaminhados para São Luís ou Teresina. Com a nova ala, podemos tratar integralmente o paciente. O serviço de oncologia se tornou referência para toda região. O paciente ganhou tempo em diagnóstico, cirurgias, quimioterapia e radioterapia”, avalia o diretor geral, Jefferson Franklin Almada Coutinho.

Humanização

Dentro dos serviços oncológicos, o hospital oferece as terapêuticas de quimioterapia e radioterapia (Imperatriz), cirurgias de cabeça e pescoço, tórax, mastologia e ginecologia, do aparelho digestivo, plástica reparadora, proctologia, urologia, neurocirurgia, gastroenterologia, cirurgia vascular, nefrologia, endocrinologia.

Contudo, o tratamento oferecido ao paciente não se restringe aos cuidados médicos e medicamentosos. A unidade tem um trabalho especial voltado para acolher diversas necessidades do paciente e da sua família. A humanização no tratamento oncológico permite criar uma relação de confiança com a equipe do hospital e qualidade de vida. As estratégias envolvem toda equipe médica e multiprofissional.

“Trabalhamos com a escuta qualificada, dando oportunidade aos nossos pacientes de elaborarem a fala sobre o que passam. O paciente pode significar e ressignificar o atual momento, buscando sentido para ele. O objetivo é dar atenção à subjetividade do paciente, anseios e também desejos. Ofertando melhores condições para que ele possa passar por esse momento da melhor maneira”, explica o psicólogo Antônio Soares Junior.

Muitos benefícios são notados em relação ao tratamento, quando a humanização é realizada. “O câncer humilha a pessoa. Você perde cabelo, perde amigos (você encontra outros), vomita pela casa. Sempre pensei que eu ia ficar boa. Só tenho o que agradecer a toda equipe do hospital de Caxias. Eu era recebida com muito carinho. Te acolhem muito bem”, testemunha a técnica de enfermagem de Buriti, Ana Eudes Bastos Silva, de 45 anos, que fez tratamento para câncer de mama.